terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Ai estes dias Blonde...


Cedo pela manhã, Blonde sai de casa. Spotty lambe-lhe as pernas. Carteira num braço, chaves de casa, chaves do carro, chaves do alarme da casa nas mãos. Porta para fechar.
- Spotty, sai-me daqui!
Blonde entra na carrinha. Toca o telemóvel. Não atende. Que esperem que ninguém vai telefonar a horas tão pouco cristãs. Blonde guia cem metros. O telemóvel toca. Blonde furiosa atende.
- Sim?
- Senhora Dona Blonde?
- A própria.
- O seu alarme disparou. Está em casa?
- ?!
- Já lhe ligámos e como não atendeu, já avisámos as autoridades.
- ?!
- Captámos a imagem de uma senhora loura na garagem.
- ?! Ó senhores, a senhora loura sou eu!
Gosto tanto quando o dia começa assim, logo pela manhãzinha...

domingo, 8 de Novembro de 2009

Die Mauer ist weg!


E o Muro caiu.
A Mãe chorou de alegria nesse dia. Via as imagens nocturnas na televisão e repetia, na mecanicidade da incredulidade, que o Muro tinha caído. Estávamos todos suspensos. Acho que tivémos, por instantes, medo de que houvesse uma qualquer revolução sangrenta, que as coisas não fossem bem assim ou que a súbita liberdade fosse um engano a que, em breve, a polícia fosse pôr fim. Afinal, eu cresci a ouvir as histórias trágicas da Tante Ruth e da Tante Henny que tinham fugido de Berlim sob saraivadas de metrelhadora, a coberto da noite e a nado num Spree completamente gelado com a Bärbel pequenina levada no pescoço da Tante Ruth.
Estes anos todos depois, quando a Tante Ruth vai a Berlim, à terra dela, ainda diz que vai à Heimat, a Pátria. O Muro pode ter caído, mas nada, enquanto as gerações do Muro viverem, vai apagar o fosso, a divisão. O Muro ainda vive, de certa forma, na dor que impôs a milhares de alemães: os que viveram na opressão comunista, os que, como as minhas Tias, fugiram dele e, sobretudo, num povo que, quer queiramos quer não, continua atravessado por uma divisória ideológica e de vivências que o separou em dois.
Sempre que aqui em Portugal me perguntavam de qual das Alemanhas eu era, havia sempre o orgulho de dizer que era da República Federal e ficava sempre a pensar no que levaria as pessoas a fazerem-me essa pergunta: como se fosse possível eu ser da outra, da República Democrática, que de democrática não tinha nada. Eu, e acho que todos os alemães, detestávamos a DDR. Sofríamos horrores nos Jogos Olímpicos com aquela competitividade de Guerra Fria a ver quem ganhava mais medalhas. Já não era só um povo separado, eram dois povos distintos que acalentavam um ódio denso subreptício.
Sim, foi uma emoção sem igual ver a destruição do Muro (nunca fiquei com pedacinho nenhum como tantos turistas quiseram ficar), mas ao vermos os alemães de leste invadirem a RFA porque aí se vendiam e comiam bananas, e eles gastavam os 100 marcos que o governo federal lhes dava em bananas, soubémos todos que a Vereinigung, a Reunificação, não ia ser fácil. Não foi. Mas o Muro caiu e a Mãe chorou.
O Muro caiu e o mundo pôde tornar-se o que é hoje: um mundo que canalizou os seus medos mais profundos de aniquilamento para a esfera árabe. O Muro acabou a Guerra Fria e no após ergueu-se a Guerra do Terror porque nós, o mundo, não aprendemos nada e não existimos sem uma guerra mundial qualquer.
Seja como for, e numa gramática melhor do que a o Kennedy: "Ich bin Berlinerin!" Hoje, e por me lembrar, eu sou berlinense!

sábado, 7 de Novembro de 2009

Blonde goes i

i se não sabem, é ver o i, ou melhor, a "Nós" do i.

isto o PRD tem cada ideia!!! :)

Thanks man! A gerência agradece.

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Por esta altura há um ano...


... andava eu nos mares revoltos das grandes decisões. Aqui no blog ninguém suspeitava mas, por detrás da Blonde, a dona da Blonde separava-se sem vacilações, sem lutos, sem olhar para trás, sem arrependimentos. O blog só soube algum tempo depois quando a dona da Blonde percebeu que ela e a Blonde são a mesma pessoa.
Pois é, um ano inteiro passou. Depressa demais, talvez, em tanta Vida vivida, em tanta coisa acontecida, em tanta reviravolta e tanto turbilhão de emoções e sensações. Acho que o divórcio acabou por ser, não tanto o inevitável desmoronar de um casamento condenado a priori desde ainda antes do casamento. O divórcio foi, sobretudo, uma segunda hipótese de Vida, como se eu tivesse passado por uma doença trágica ou um acidente grave e sobrevivido para começar realmente a viver.
É maravilhoso viver desagrilhoado: aceitar os desafios da carreira, pegar num avião e ir não importa onde, relacionar-me com quem quer que seja que aqui aterre nesta tal Vida de singularidades (engraçado como isto me faz lembrar o conto do Eça "Singularidades de uma Rapariga Loura", embora as minhas semelhanças com a tal rapariga loura se esgotem no cabelo).
Porém, mais que tudo, nada há de tão extraordinário como descobrir-me Eu neste preciso momento da Vida. Que bom é ter aqui chegado, com as âncoras que jamais me deixam soçobrar nas tempestades que por vezes se levantam, os meus sucessos (que são tantos, meu Deus) e todas as razões que me fazem Eu, Blonde e dona de Blonde, neste aqui e neste agora.
Há um ano fui para Londres no estado de espírito de quem quer e vai começar uma Vida nova, interessante como não parti para curtir mágoas, aliás, eu estava tão feliz. Depois regressei e confrontei-me com a Vida nova, tudo novo, desde o Natal diferente às rotinas que anteriormente não existiam. Voltei a Londres mais tarde e noutro estado de espírito: desta vez acomodada, de certo modo, a uma fase desta Existência que ainda me deixa perplexa na quantidade de benesses com que me trata. E tudo isto apenas porque me separei, porque saí do comodismo do deixa andar e meti os pés a caminho desta outra/nova Vida que, afinal, sempre esteve aqui à minha espera.
E escrever isto tudo porquê? Bem, porque, sem saber como ou porquê, tive um flash, súbito como todos os flashes, de que Tudo mudou há um ano atrás agora e que o Agora é infinitamente melhor do que há um ano. Acho que, no fim de contas, faço anos agora, um ano, um ano já. Vivo.

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Homessa!


Blonde algures em parte incerta no Norte do país.
- Ah!, de onde é que lhe vem esse sotaque?
- ?! De Lisboa??
- Não. Esse sotaque!
People, quantas vezes terei eu de dizer:
EU NÃO TENHO SOTAQUE!!!! Ok?

domingo, 1 de Novembro de 2009

Sporting de Braga - Benfica

*#+&%*!

Paspalhões! Pés de chumbo!

#«*+&!

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

They're Back!


And I won't be here! Rats!
Tinha de ser justo neste fim-de-semana? Ok, eu fui vê-los o ano passado. Mas ia vê-los outra vez. Oooooh, que pena.
Eu sei, eu sei que mais pimba do que isto é capaz de ser impossível, mas o que querem, eu gosto... Enfim, vingo-me nos Depeche Mode daqui a uns dias.
Backstreet's Back, alright!